Sinopse: O mundo pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que decidirá o destino de suas famílias, seu povo e seu lar. Então, uma saga espetacular de poder e sacrifício começa, onde a guerra tem muitas faces, e todos lutam por algo. 

Eu ainda não li nenhum livro da saga Warcraft e muito menos joguei o videogame homônimo, mas me apaixonei pelo filme. A qualidade gráfica, os efeitos sonoros e trilha sonora, as cenas de luta, o ritmo quase contínuo de aventura e ação, os cenários medievais e fantásticos, personagens variadíssimos, torna Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos um grande candidato a criar uma tendência no cinema hollywoodiano: os de videogames de RPG que fizeram sucesso nos consoles e que poderão vir a se tornar filmes, como: Diablo, The Elder Schroll's, Fallout, Dragon Ages Origins, Neverwinter Nights, The Witcher, entre outros, citando aqui apenas alguns dos mais conhecidos; principalmente os videogames da Blizzard, produtora de World of Warcraft, Diablo e Starcraft, entre outros. 


O filme Warcraft ficou a cargo do diretor Ducan Jones, filho do popstar David Bowie. Ele foi diretor dos filmes "Lunar" (2009) e "Contra o Tempo" (2011). Ele também assina o roteiro com Chris Metze, gamer designer da Blizzard para os games Diablo, World of Warcraft e Starcraft, e de Charles Leavitt, roteirista do filme "No Coração do Mar", remake do clássico "Mobi Dick". Por aí se vê que a Universal Studios e a Blizzard, esta última detentora dos direitos autorais do videogame World of Warcraft, apostaram alto no time que compõem a parte técnica do filme Warcraft. 

O elenco também não ficou a desejar, com destaque para os atores que interpretam Durotan (Toby Kebbell), Garona (Paula Patton), Medivh (Ben Foster), Aduin Lothar (Travis Fimml), Lady Tara (Ruth Negga), Blackhand (Clancy Brown), Gul'dan (Daniel Wu) e Haddgar (Ben Schnetzer). 

O que me empolgou em Warcraft? Eu poderia dizer TUDO, pois amei o filme. Mas, três coisas me cativaram:

1- A história, ou drama, de Durotan, sua esposa e o nascimento igualmente dramático do seu filho e único herdeiro, e o fim que a família foi conduzida ao longo do filme, sempre de forma dramática e envolvente, pra não dizer emocionante; 


2- A luta de Garona, a mestiça Orc-Humana, para tornar-se livre e conquistar o seu lugar entre os dois mundos em guerra; a forma como ela consegue isso é muito interessante, igualmente dramática e emocionante.

Pausa! Agora você talvez esteja pensando: "Tá bom, mas, pera aí! Você tá falando de um filme de ação, aventura e fantasia, ou tá falando sobre um drama?" Pois é, além de ser um ótimo filme de ação, aventura e fantasia, Warcraft não deixou pra menos na questão drama e emoção. Há várias cenas emocionantes no decorrer do filme, e eu poderia citar uma dúzia delas, mas não quero estragar a diversão de ninguém. Mas, tenho a minha favorita dentre elas, e está no momento de maior luta de Durotan e sua esposa para salvar seu herdeiro da morte. 


Outra parte emocionante no filme, que merece destaque, é um resgate suicida e dramático que Aduin Lothar faz em meio uma luta feroz entre Orcs e Humanos, quase no final do filme que, a meu ver, só essa cena já pagou o ingresso. 

3- Warcraft é uma história repleta, pra não dizer recheada, dos principais elementos do gênero fantasia, com uma qualidade gráfica de cair o queixo. Coisa similar nós só vamos encontrar em O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. 

Os efeitos especiais ficaram a cargo da fabulosa Industrial Light&Magic, de George Lucas, responsável por efeitos especiais de filmes da Saga Star Wars, Indiana Jones, Capitão América: Guerra Civil, Terminator Genesys, Jurassic Park, Jurassic World, entre outros títulos de sucesso. 


E volto a dizer, a Blizzard, produtora de ótimos videogames de sucesso mundial, acertou em cheio com essa franquia cinematográfica, lançando, com toda certeza, uma brecha para títulos de peso a serem projetados nas telonas do cinema em um futuro próximo. Só para se ter uma ideia desse imenso sucesso, Warcraft já arrecadou mais de 400 milhões de dólares em todo o mundo, superando franquias de sucesso adaptadas dos videogames, como: Príncipe da Pérsia, Tomb Raider, Angry Birds, Residente Evil 4: O Recomeço, Final Fantasy, etc.

Do meu ponto de vista, Warcraft atende a todos os gostos, a partir do público juvenil até o adulto. É uma excelente adaptação cinematográfica de uma dos videogames de RPG mais cultuados no mundo, com fôlego suficiente para emplacar novas continuações, como faz a Marvel, a DC Comics e outras produtoras de entretenimento jovem, que estão apostando massivamente em Hollywood. E nós, aficionados por cinema, agradecemos!