Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576572169
Série: Deuses do Egito
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 384
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥♥♥ 
Sinopse: Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

Colleen Houck é a aclamada autora da série A Maldição do Tigre. O Despertar do Príncipe é o primeiro volume da série Deuses do Egito. Já li um parte da outra série da autora e gosto muito de seu estilo narrativo, além do modo como aborda a mitologia. Então, comecei O Despertar do Príncipe toda empolgada, por dois motivos: primeiro porque amo mitologia egípcia, e é raro ver livros que abordem o tema; segundo pois sei do potencial que Colleen Houck tem. Mas confesso que acabei me decepcionando um pouqinho com esta nova série. 

Inicialmente, uma das coisas que me chamaram atenção é a belíssima capa com letras em relevo com toque ofuscante, brilhante, conforme você gira o livro nas mãos. Também gostei das ilustrações dividindo as três partes da história, são belíssimas, no estilo de mandalas egípcias. 


Falando da história, na metade do livro para o final o ritmo fica empolgante e é ação atrás de ação, bem ao ritmo dos filmes de aventura. Mas até que isso aconteça, a primeira metade, talvez um pouco mais, é bem chata e se arrasta como uma múmia, sem querer fazer trocadilhos. 

Das personagens, a Lily mostrou-se bem antipática, com raros momentos bons; talvez, o que de fato faltou para a garota rica de 17 anos foi carisma, ela parece o centro do mundo, ou o umbigo do mundo, e todos os homens parecem ver nela a única mulher na face da Terra. Isso pra não dizer o quanto ela é mimada. Collen Houck, a senhorita tem problemas com protagonistas mulheres? Por que as suas só conseguem ser irritantes? Já Amon, o príncipe-múmia, me agradou muito mais, pois penso que Colleen dedicou a ele toda sua atenção, criando ao seu redor uma aura que atrai nossa empatia desde o momento em que ele surge na história. Penso que sem Amon, O Despertar do Príncipe não teria se sustentado apenas com Lily.

Um outro aspecto interessante do livro é a cultura egípcia. Colleen caprichou nas informações, bem como nas descrições; é quase uma enciclopédia romanceada. Esse, pelo que percebo, é um dos pontos fortes da autora. Assim como na sua outra série, ela consegue dar vida, com perfeição, à mitologia que traz no livro. A narrativa da autora, mais uma vez, acabou prendendo a minha atenção por esses detalhes. Colleen esmerou-se por criar uma atmosfera mágica, glamourosa e cheia de mistério mitológico. E isso salva boa parte da trama arrastada do início, onde Lily faz o favor de contar toda a sua vidinha chata. 

Mas, enfim, o final recuperou o início parado e gerou em mim uma grande expectativa pelo segundo volume da série. O Despertar do Príncipe acabou se tornando uma aventura divertida e interessante, no decorrer da leitura, terminando com a promessa de que os episódios subsequentes não farão por menos. Se você sobreviver ao início vagaroso, o restante promete muita jovialidade, com aventura, magia, romantismo, fantasia, ação e reviravoltas ao longo da série, bem característico da Colleen.