Na onda das adaptações de livros para as telonas, um sucesso do mundo literário será estrelado por Brad Pitt. Guerra Mundial Z, baseado no livro homônimo de Max Brooks chega aos cinemas em Junho de 2013.

A produção do filme foi adiada por seis meses, teve inúmeros contratempos, e foi praticamente refilmado interiramente. Além disso, durante as filmagens, foi contratado um novo roteirista, Damon Lindelof (Prometheus)  que reescreveu novamente toda a trama do filme, mudando até mesmo o final do mesmo. E o mais estranho de tudo, o diretor Marc Foster (007 - Quantum of Solace) e Brad Pitt pararam de se falar durante as gravações, devido aos inúmeros problemas que ocorreram durante a produção do filme. Para se ter uma ideia, era necessário um intermediário para que ambos pudessem se comunicar.

Agora falando de números: a Paramount deve ter pago pelos direitos de adaptação um valor bem alto, que não foi divulgado, e gira em torno dos seis digitos. Além disso, o orçamento da produção foi estimado em US$ 125 milhões.

O filme teve locações em diversas partes do mundo, entre elas Glasgow, Escócia e Reino Unido. Para garantir que os locais do filme ficassem o mais parecidos possíveis com a Filadélfia, carros, placas de rua, etc foram importadas para as locações. As filmagens não foram rodadas diretamente no local, devido às altas taxas, que não foram reduzidas.

Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, James Badge Dale, Matthew Fox.Direção: Marc Forster
Gênero: Terror, Ação
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 28 de Junho de 2013
Sinopse: 'Guerra Mundial Z' acompanha Gerry Lane (Brad Pitt), funcionário da ONU que percorre o mundo numa corrida contra o tempo para deter a pandemia zumbi que está derrotando exércitos e governos, e ameaçando dizimar a própria humanidade.

Saiba mais sobre o livro: Com Guerra Mundial Z, o norte-americano Max Brooks faz uma paródia dos guias de sobrevivência convencionais e expõe a paranoia coletiva que tomou conta do mundo, em especial dos Estados Unidos, na era Bush. No livro, que dá continuidade ao bem-sucedido O guia de sobrevivência aos zumbis, o autor adota um tom científico nas pretensas entrevistas que conduziu com os sobreviventes do ataque que quase extinguiu a humanidade. O narrador de Brooks é um integrante da comissão da ONU encarregado de elaborar o relatório sobre o assustador conflito que quase aniquilou o planeta. Da identificação do paciente zero, contaminado nas ruínas de Dachang, na China, até Mary Jô Miller, a arquiteta de elite que pode pagar para se proteger, passando pelo depoimento de um soldado da infantaria que lutou no conflito, nada escapa à verve do autor. Irônico, Brooks destaca ainda o quanto os homens são ingênuos em achar que podem se defender de pragas e criaturas alienígenas. Governos corruptos e com interesses eleitoreiros podem destruir qualquer Departamento de Defesa, ou conduzi-lo para o front errado. O autor mostra ainda como as sociedades desmoronaram e foram forçadas a se reorganizar após o colapso das instituições que as mantinham, levando as pessoas a atos extremos de heroísmo e altruísmo, bem como de egoísmo e mesquinhez. Além de recorrer ao fantástico para traçar um painel das reações humanas diante de crises e tragédias inexplicáveis, Brooks tece comentários ácidos sobre temas diversos como o autoritarismo na China e na União Soviética; a falsificação de relatórios de inteligência por parte do governo dos Estados Unidos para justificar a invasão ao Iraque em 2003; o impacto social e ambiental de grandes empreendimentos como a represa de Três Gargantas, na China; a opressão imposta por regimes fundamentalistas, como o talibã no Afeganistão e o tráfico internacional de órgãos, envolvendo países como o Brasil.