Eu Sei o Que Você Está Pensando
 John Verdon

Tradução: Ivanir Calado
ISBN: 9788580410143
Páginas:
352
Lançamento:
15/07/2011
Preço:
R$ 29,90
Editora: Arqueiro
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5)
Sinopse: Eu sei o que você está pensando propõe um enigma que parece insolúvel. Um homem recebe pelo correio uma carta provocadora que termina da seguinte forma: “Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil. Agora veja como conheço seus segredos.” O destinatário, Mark Mellery, pensa no número 658 e, ao abrir um envelope que acompanha a mensagem, descobre que o autor da carta previu corretamente o número que ele acabara de escolher de modo aleatório. Como isso seria possível? Desesperado com os bilhetes ameaçadores que se seguem à carta, Mark, um guru da autoajuda, procura um velho colega de faculdade, o brilhante detetive David Gurney, recentemente aposentado do Departamento de Polícia de Nova York. Aos 47 anos, 25 deles dedicados a desvendar terríveis casos de homicídio, David acaba de se mudar com a esposa, Madeleine, para uma fazenda no interior do estado e tenta se adaptar a um novo estilo de vida. Mas sua mente, extremamente lógica, é fisgada pelo quebra-cabeça apresentado por Mark. O “superdetetive”, apelido que ganhou da imprensa no auge da carreira, percebe que encontrou um vilão à sua altura quando as estranhas ameaças terminam em morte. Tudo leva a crer que o assassino, além de ser clarividente, cometeu um crime impossível, deixando pistas sem sentido e desaparecendo no meio do nada. Consumido pelo desafio de encontrar uma resposta lógica para o caso, David aceita trabalhar como consultor na investigação, colocando em risco seu já debilitado casamento e até mesmo sua vida. Considerado uma revelação, John Verdon criou em seu livro de estreia um personagem denso, cerebral, capaz de resolver crimes dignos de Hercule Poirot e Sherlock Holmes. Aclamado pelo público e pela crítica, Eu sei o que você está pensando foi vendido para 24 países.

Uma charada aparentemente indecifrável; um psicopata que, inexplicavelmente, consegue saber o que suas vítimas estão pensando; um detetive de homicídios aposentado que, além de bom naquilo que faz, é considerado um herói e uma sumidade no meio investigativo, verdadeiro caçador de assassinos em série. Um bilhete com um poema enigmático faz Mark Mellery, um guru da autoajuda, a procurar David Gurney, ex-colega de faculdade. Gurney, aos 47 anos, está aposentado após ter-se dedicado à investigação de homicídio por quase 25 anos. Mark é um colega de escola que ele não via há muito tempo e, apesar da contrariedade de Madeleine, sua esposa, Gurney decide ajudá-lo a decifrar a charada contida no poema; pois o remetente, além de desconhecido, ainda conseguiu ler o pensamento de Mark através do bilhete enviado. Desesperado e sentindo-se vulnerável, Mark apela ao ex-colega de faculdade para que descubra quem está enviando os tais poemas para ele; Gurney, por sua vez, intimamente ansioso para voltar a investigar, decide ajudar Mark a desvendar esse mistério. O que os dois não sabem, ainda, é que estão diante de um sociopata muito inteligente e perigoso que está prestes a se tornar um serial killer sem precedentes na história criminal.

Este é o livro de estréia de John Verdon. Para um primeiro romance, ele se saiu muito bem. Tanto que, sinceramente, já elegi Eu Sei o Que Você Está Pensando como o melhor thriller policial de suspense investigativo que já li. É muito bom, mesmo! A capa do livro - que por sinal é muito interessante -, apesar de simples, resume com perfeição o contexto da história no livro. Aquela pegada... aquilo me deixou perturbada e intrigada por um bom tempo, até a conclusão no decorrer da leitura. Confesso que isto e mais alguns detalhes criativos descritos na trama me fizeram perder uns bons neurônios para tentar desvendar os mistérios criados pelo autor.

E criatividade não falta nesse livro. Se a história não é de toda original, é, sem dúvida alguma, uma das mais criativas que já li até hoje. O livro tem o que há de melhor no estilo policial: assassinatos em série; mistério; investigação; ação psicológica; drama existencialista; psicologia; um policial tenaz e inteligente; um assassino criativo e muito ardiloso... Simplesmente, imperdível!
Como segue um gênero bastante lapidado pela literatura e pelo cinema, de original o livro tem o modus operandi do assassino, bons diálogos e um método investigativo, por parte de David Gurney, todo particular do personagem que, por si só, torna o livro meritório de ser lido.

Com uma narrativa que aborda o gênero Thriller de suspense, John Verdon sabe trabalhar a escrita de forma a criar, psicologicamente, ou traçar sutilmente, o caminho que ele quer que nossa mente trilhe. Mais curiosa do que analítica, nossa mente, ansiosa para descobrir quem é o assassino, acaba caindo nas armadilhas armadas pelo autor. E isto funciona muito bem o tempo todo, do começo ao fim do livro. O tempo todo eu sabia que estava no caminho certo. Até sabia (desconfiava com certeza absoluta) quem era o assassino e por qual motivo ele estava matando. Até chegar as últimas páginas e descobrir que havia apostado no cavalo de corrida errado.

O óbvio nem sempre é o correto e o improvável, muitas vezes, poder ser o certo. Mas até mesmo essa máxima pode ir por água abaixo nas mãos de John Verdon. Ele sabe brincar com nossa mente. Verdon sabe discimular perfeitamente num jogo de fumaça e espelhos, capaz de criar verdadeiras ilusões díginas de um mágico. A história é bem ambientada e tem um clima denso, tenso, como naqueles filmes policiais do tipo: Seven, O Colecionar de Ossos e O Silêncio dos Inocentes. O final, igualmente, é imprevisível, surpreendente e apavorante!

Quanto aos personagens, gostei muito desse David Gurney. Não fica nada a dever aos grandes detetives do gênero. O relacionamento dele com Madeleine é meio etéreo, meio platônico... Ela não anima muito, mas tem algumas participações interessantes. Mark Mellery é outro personagem interessante, assim como o detetive Hardwick, entre outros. O assaqssino... bom, só vou dizer que esse é realmente um crápula que merece a pena máxima.

Concluindo, John Verdon caprichou nesse livro. Ele é bem modesto ao tratar do livro, mas, no fundo, o sujeito nasceu para ser escritor, e dos bons. Eu Sei o Que Você Está Pensando pode até não ganhar nenhum prêmio de "o melhor livro policial do ano", mas, sinceramente, merecia o título de "o mais criativo e impressionante livro policial e de suspense do ano"!
Ponto de leitura obrigatório para todos! Amantes do suspense, apaixonados por mistério, adoradores de serial killers, viciados em thriller policial, aficcionados em roer unhas...!!!

Recomendadíssimo!
NOTA EXTRA:
CAPA =  ♥ ♥ ♥ ♥  (4/5)
HISTÓRIA = ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5)
NARRATIVA = ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5)
PERSONAGENS =  ♥ ♥ ♥ ♥ ♥  (5/5)      
ORIGINALIDADE =  ♥ ♥ ♥ ♥   (4/5)