Esta é uma nova seção no blog, onde falo de filmes que assisti. Mas não é de qualquer filme que farei resenha, e sim de filmes baseados em livros! Para começar trago hoje a resenha do tão esperado filme Eu Sou o Número Quatro. 

Eu Sou o Número Quatro (I Am Number 4)
Elenco: Alex Pettyfer, Teresa Palmer, Kevin Durand, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Jake Abel, Callan McAuliffe, Beau Mirchoff, Emily Wickersham.
Direção: D.J. Caruso
Gênero: Aventura
Duração: 104 min.
Distribuidora: Disney Brasil
Estreia: 15 de Abril de 2011
Pontuação: ♥ 

Sinopse: Em 'Eu Sou o Número Quatro', nove crianças dotadas e os seus guardiães são os únicos sobreviventes de uma guerra sangrenta no seu planeta natal, Lorien, e instalaram-se na Terra sob a protecção de um encantamento que obriga aos seus inimigos de os matarem por ordem numérica. Três deles morrem; o Número Quatro é o próximo. Escondido numa pequena cidade, o rapaz tenta fugir ao seu destino.
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Cuidado, esta resenha pode conter spoilers do filme e livro.

Nos útlimos tempos, o cinema tem investido em produções de adaptações de livros, vendo a transformação de uma estória que já faz sucesso como livro ir para as telonas como algo lucrativo e fácil. Afinal, um livro que faz sucesso, tem tudo para dar certo nos cinemas. O problema é fazer isto funcionar. Talvez, por termos bons exemplos de adaptações que funcionaram (como Harry Potter e O Senhor dos Anéis, e que foram amplamente copiados), os livros estão sendo tão visados.
O mesmo aconteceu com  EU SOU O NÚMERO QUATRO. Este filme foi dirigido por D.J. Caruso ( mesmo diretor do filme Controle Absoluto), e tem música gaarantida por Trevor Rabin (guitarrista do grupo Yes). E sua trama traz elementos que tem tudo para dar certo: ação, suspense e a inevitável história de amor. Aliás, me corrijo: tinha tudo para dar certo!


Assim que terminei de ler o livro (confira a resenha), fiquei muito curiosa para ver o filme e saber como ficou a adaptação do livro de James Frey e Jobie Hughes, e qual foi o resultado. E no fundo eu sabia que muitas coisas seriam cortadas da estória original (o que é normal nos filmes adaptados), e que algumas coisas seriam mudadas. Tudo bem até aí, mas assim que o filme começou eu já percebi que iria me decepcionar e desanimar muito mais do que esperava. E não me enganei.

Nem preciso falar que muitas das coisas das quais cortaram eram fundamentais para o desenvolvimento da trama. Preciso? No fim cortaram tantas cenas e fatos importantes, que esqueceram que tinha que se contar uma estória. Para quem leu o livro, como eu, e for assistir ao filme, vai entender do que falarei a seguir: o filme não faz juz ao livro!

O relacionamento de Henri e John (o Cépan e o Número Quatro) não é convincente. Aliás, a impressão que tive é que ambos se odeiam e não se suportam. Henri se mostra um personagem chato e tosco, muito diferente do sábio, calmo (apesar das adversidades e situações aflitivas) e protetor Henri do livro. Assim como John que no filme, é inconsequente e petulante (sem dar importância para os problemas de seu antigo planeta, Lorien, já que como ele mesmo diz: "Eu não lembro de nada sobre Lorien", pronto e acabou). John começa o filme como um rebelde, e termina o filme tentando ser um herói.
Também faltou as "visões" esclarecedoras de John, que são totalmente explicativas e elucidam a destruição de Lorien e o por que da vinda dos 9 lorienos ao planeta Terra. Assim como fica vago o elo que os une, nem ao menos explicando o por que de eles apenas poderem ser mortos em sequência.
Os Legados de John se desenvolvem muito rápido e ele sequer tem um treinamento para aperfeiçoá-los. Aliás, os mogadorianos também não botam medo nenhum, ficaram parecendo personagens de filmes de aventura infantil (de filme trash, deixo bem claro). E eles se mostram (no final do filme) muito fáceis de derrotar, o que enfraquece a noção de medo que os 9 enfretaram se escondendo por tantos anos na Terra, esperando se fortalecer e desenvolver seus Legados para enfrentá-los.
Também, o romance entra Sarah e John ficou um tanto superficial e banal. Aliás, este elemento (o amor) se mostra como um impulso para John questionar a sua própria existência e enfrentar o perigo (apesar de rudo). Mas deixo bem claro desde já, não espere muito disto (não é nada profundo).



Não posso tirar todos os méritos, afinal os efeitos especiais são realmente bons (apesar de serem clichês e modestos). As cenas de ação são bem feitas, mas não tem criatividade alguma e são muito, muito fracas. Ou seja, faltou impacto, para isso precisavam ser trabalhadas melhor. Aliás, os diálogos são péssimos e fraquinhos. O roteiro também é umtanto ruim, e é bem provável que muita gente que é apaixonado por cinema (minha segunda paixão) não se identifique (assim como eu) com esta tentativa mal feita de filme teen.

Resumidamente eu diria que o filme não convence: há cortes e cenas intrincadas, abruptas; e a adaptação da estória não ficou interessante. Ou seja, a fórmula não de certo.
Tudo bem, você deve estar pensando: "Mas é filme, precisava cortar algumas cenas...". Ok, não discordo de você. Mas convenhamos: cortar cenas e modificar a estória é normal, mas estragar uma estória? Dái já é demais. Eu passei a maior parte do filme entre esperançosa e entediada. Esperançosa: esperava que o filme melhorasse. Entediada: Diversas vezes pensei: "Putz, quando este filme vai acabar? Hein?" E depois mudei para extremamente revoltada com um filme muito mal adaptado. 

E você se pergunta: o filme é bom ou ruim? Pode ser que para algumas pessoas o filme seja bom (talvez até possa agradar ao público menos exigente). Mas no fim das contas aconselho a quem gosta de ler ficar apenas com a leitura mesmo, pois o filme é decepcionante. Mas se você, assim como eu, ficou curiso para ver o resultado do filme, vá em frente (boa sorte), quem sabe você não acaba gostando?