Número de Páginas: 528
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥♥♥
★ Favoritado!
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥♥♥
★ Favoritado!
Sinopse: Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega, tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios. No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto. Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos. Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas. Entrelaçando passado e presente e percorrendo Inglaterra, Argélia, Grécia e as ruínas de Troia, A irmandade perdida é uma aventura apaixonante sobre duas mulheres separadas por milênios, mas com uma luta em comum: manter vivas as amazonas e preservar seu legado para a humanidade.
Anne Fortier é uma escritora dinamarquesa que emigrou para os Estados Unidos, onde reside desde de 2002. Sempre foi apaixonada por música e idiomas. Começou a escrever seu primeiro romance aos 11 anos de idade e, aos 13, apresentou seu primeiro manuscrito a uma editora. A sua estreia literária foi com o livro Julieta, traduzido para mais de 30 países. Ela é doutorada em História das Ideias pela Universidade de Aarbus, na Dinamarca, e lecionou na Europa e América do Norte. Dá para perceber o quanto a autora é incrível?
Tanto em Julieta quanto em A Irmandade Perdida, ela fez um trabalho minucioso de pesquisa para criar com perfeição seus enredos. E o que posso dizer? Sou completamente apaixonada por sua narrativa tão cheia de vida e rica em detalhes. E já me tornei fã da autora!
"Amazonas: raça mítica de mulheres guerreiras. O nome era popularmente compreendido como 'sem seios' (maza, 'seio'), e conta-se que elas 'atrofiavam' ou 'cauterizavam' o seio direito para não atrapalhar o arremeso da lança."- The Oxford Classical Dictionary
A história em A Irmandade Perdida se passa em dois tempos: no tempo presente segue sob a ótica de Diana; já a do passado, é narrada em terceira pessoa. No tempo presente, acompanhamos Diana Morgan, uma filóloga e especialista em mitologia grega na Universidade de Oxford, que possui uma fixação toda especial pela lenda das Amazonas, desde o tempo em que conviveu alguns anos com sua avó: que a instruía, contava histórias fantásticas, e em sua brincadeiras infantis, Diana se via como uma amazona pela influência da vó. Infelizmente, sua avó era tida como louca. Um dia simplesmente ela desaparece, mas deixa para trás um estranho diário, com letras de um alfabeto que Diana desconhece, e um bracelete de chacal. Que ligação tinham com Diana?
No tempo passado, que começa na Idade do Bronze, acompanhamos a saga de Mirina, e sua irmã Lilli. Por Lilli ficar cega, elas partem em busca do Templo da Deusa da Lua, numa tentativa de restaurar a visão da irmã caçula. Cruzamos por toda a região Mediterrânea, desde o Norte da África, até a Troia do príncipe Páris e do rei Príamo.
[...] retrucou Mirina, pousando o queixo sobre a cabeça da irmã. - Lembre-se: quem enfrenta o leão se torna o leão. Nós vamos enfrentá-lo e vamos voltar a sorrir.
Misturando mitologia, misticismo, historicidade, Anne Fortier cria uma trama cheia de intrigas, mistérios, romance, muitas surpresas e reviravoltas, com personagens carismáticos, diálogos inteligentes e bem construídos, aliada a uma narrativa impecável, fluente e viciante; e cenas espetaculares que me deixaram, muitas vezes, de queixo caído.
- Nós somos as amazonas - repetiu ela com mais firmeza, enquanto os homens olhavam boquiabertos e incrédulos para a ave morta. - Somos as matadoras de animais e de homens. Somos selvagens e habitamos lugares igualmente selvagens. A liberdade corre em nosso sangue e a morte sussurra na ponta de nossas flechas. Nada tememos; é o medo que foge de nós. Quem tentar nos impedir sentirá nossa fúria.
A Irmandade Perdida me pegou em cheio! Desde a capa belíssima, até o romance que prendeu minha atenção, usando o mote lenda das Amazonas como um pano de fundo bem instigante. Eu confesso que sempre fui fascinada pelo mito das amazonas, e achei sensacional o modo como a autora abordou e explorou o tema. Original e incrível! É impossível ler seu livro sem imaginar que tudo aquilo que ela narra em sua história não tenha realmente acontecido. Seu romance vívido, marcante e único, me cativou. Não só pelo desenrolar de uma trama sensacional, mas também pelo final que é espetacular!A jornada de Mirina me cativou. Sua determinação e força em manter-se viva e, principalmente, o seu amor pela irmã, a sua devoção em ajudá-la a voltar a enxergar outra vez, me comoveu muito. E acreditem, sua trajetória é tão inacreditável, densa, voraz e visceral! Eu fiquei completamente sem fôlego! Assim como achei incrível o modo como surge a lenda das amazonas.
- Arcos são para caçadores - murmurou alguém.- E nós somos o quê? - rebateu Mirina. - A caça? - Ela conseguiu finalmente se sentar. - Um animal caçado sente mede. Se debate. É devorado. - Ela encarou os rostos machucados e atônitos, um de cada vez. - Por que essa cara de medo? A lua cheia sempre não favoreceu o caçador?
Diana não me empolgou tanto, mas mesmo assim gostei da sua personalidade, da sua persistência em busca do certo e por respostas, mesmo quando seu caminho estava cheio de obstáculos. Seu envolvimento com Nick não gerou nenhuma empatia e não me convenceu de início, mas, conforme a trama ia se desenrolando, a relação dos dois foi se tornando mais real e me conquistou. E ao fim de tudo, gostei de todas as descoberta que vinham à luz através das buscas dos dois.Principalmente gostei da força que tem o papel feminino neste livro. Acima de tudo temos personagens que tiram força da adversidade de força admirável. Ali, nascendo a lenda das amazonas, entremeando-se com a mitologia grega e a História, vemos o poder que a mulher teve e tem. Longe de vir com papo feminista, mas é admirável como este livro mostra sua força e sua importância. Tanto que as personagens femininas são as grandes heroínas. Aliás, Anne Fortier veio nos mostrar que todas nós, mulheres, somos guerreiras e podemos ser fortes. Como ela mesma diz:
1 Comentários
Oi Livy, a cada resenha que leio deste livro mais vontade tenho de ler! Ainda não tenho na minha estante mas ele está na lista de livros desejados.
ResponderExcluirBjs
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