Número de Páginas: 208
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥♥♥
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥♥♥
Alice é independente, bem-sucedida profissionalmente e muito ambiciosa. Além do sucesso no trabalho, tem um namorado que é o sonho de qualquer mulher: lindo, apaixonado, louco para se casar e ter filhos. Mas ela não é qualquer mulher, e acha que a carreira vem antes de tudo. Então, quando Casseano a coloca contra a parede e exige mais espaço em sua vida, os dois entram em um impasse e acabam se separando. Em poucos dias, Alice sente que o fim do relacionamento está sendo mais duro do que esperava. Para piorar, o trabalho entra em crise e sua sócia, preocupada com a saúde da amiga, a obriga a se afastar por um tempo. As férias a ajudarão a arejar a cabeça e voltar mais produtiva. Com tudo dando errado ao mesmo tempo, Alice aceita a sugestão e compra uma passagem para Londres. Chegando lá, mergulha numa profunda jornada de autodescobrimento e percebe o que realmente importa para ela. O que eu quero pra mim é um romance inspirador, que fala sobre a importância de conhecer a si mesmo e descobrir as próprias necessidades antes de trilhar de forma plena o caminho do amor.
“Quando tudo à sua volta desmorona, você é obrigado a encontrar a si mesmo.”
Lycia Barros se afirma como uma das grandes apostas para a literatura nacional. Lycia cursou Letras na UFRJ e levou o amor aos livros para sua profissão. Seu primeiro romance, o livro A Bandeja, qual pecado te seduz?, foi vencedor do prêmio literário Códex de Ouro 2013 como melhor romance brasileiro e também foi finalista do prêmio Areté de Literatura, e foi reeditado pela Editora Arqueiro em 2014. Hoje, com 8 livros publicados, a autora dá palestras por todo Brasil e ministra cursos de escrita para novos autores.
Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho e mais trabalho e mais trabalho… Se você é uma dessas pessoas que acha que na vida só existe trabalho, e que só precisam de trabalho, e o trabalho é o fim último de sua existência, então você precisa ler esse livro.
Alice é uma profissional ambiciosa que prescinde do bom sono e da boa alimentação para se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho. Digo quase porque, em dado momento, ela consegue fazer suas necessidades no lugar certo e dormir um pouco, além dese alimentar o suficiente. Casseano é o namorado que tenta fazer Alice enxergar algo mais na vida além da carreira profissional, ele e uma possibilidade dos dois virem a se casar. Mas Alice está focada em ganhar dinheiro.
É, mas tudo tem limite na vida, e Alice vai descobrir isso da pior forma possível, pois, contra o descaso não há paciência que dê jeito. E quando ela percebe o que fez ao pobre Casseano, já é tarde. E assim Alice vai ter que trilhar um longo caminho para encontrar em si mesma elementos para mudar seu destino e reaproximá-la de Casseano para, então, reconquistar a sua amizade e o seu amor.
Muito mais do que um chick-lit, O Que Eu Quero Pra Mim é um livro tocante, comovente e, acima de tudo, humano. Penso que está faltando muito mais livros como o de Lycia Barros na literatura brasileira, senão no mundo. Livros que nos fazem enxergar o que somos e como podemos operar em nós a transformação de um estado de ser ruim para um estado bom, é admirável e merece todo o nosso respeito e leitura.
Eu mesma sou fã desse tipo de livro, que nos faz refletir sobre as pessoas, sobre a vida e a forma como estamos nos conduzindo no mundo; como olhamos o outro e nos portamos diante dele; como interagimos com a vida, e o que fazemos dela em nosso caminho. Nós não estamos aqui apenas para apreciar a paisagem e descobrir se ela é bonita ou não. Temos um propósito maior na vida, e cada um de nós precisa descobrir o que seja isto.
Lycia Barros, do meu ponto de vista, descobriu "o que ela quer para si" e o transformou num belo romance humano e espirituoso, que nos convida a fazer justamente essa reflexão: "o que eu quero para mim?".
Leia o livro, pense e repense a sua vida e construa para si e para os seus parentes e amigos um mundo melhor onde podemos viver em paz conosco. Pois o pior de tudo não é descobrir que não amamos ninguém: é descobrir que não somos capazes de amar a nós mesmos! Boa leitura!
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